segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sex and the City 2 (EUA - 2010)

Sinopse: Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) está casada com Mr. Big (Chris Noth) há dois anos. Eles estão bem, mas Carrie começa a sentir o desgaste do convívio diário a dois. Sentindo falta da vida agitada de quando era solteira, ela também passa a ter ciúmes do marido quando o vê flertando com Lydia (Penélope Cruz), em uma festa. Paralelamente, Samantha (Kim Cattrall) é convidada por um sheik a visitar a cidade de Abu Dhabi. Ela aceita a proposta, desde que possa levar suas amigas Carrie, Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon). Assim o quarteto parte para um país cuja cultura é bem diferente da qual estão acostumadas, especialmente em relação ao tratamento à mulher e ao sexo.

Elenco: Jason Lewis (I) (Smith Jerrod), Chris Noth (Mr. Big), Sarah Jessica Parker (Carrie Bradshaw), Penélope Cruz, Kim Cattrall (Samantha Jones), Cynthia Nixon (Miranda Hobbes), Kristin Davis (Charlotte York), Liza Minelli, Max Ryan

Direção: Michael Patrick King

Roteiro: Michael Patrick King

Quando minha esposa me convidou para assistir Sex and the City no cinema, isso há 2 anos, juro que fiquei com um pé atrás. Digo isso porque o seriado nunca me chamou a atenção, apesar de certa fama anunciada. Acredito que o problema não era o tema, já que sou bastante eclético para filmes e músicas. Apenas não me interessou ver 4 mulheres procurando o que fazer em Nova York.

Sendo assim, entrei na sala de cinema um pouco relutante. Felizmente, mas uma vez quebrei a cara e tive que dar o braço a torcer para a minha digníssima. O filme era leve, divertido, por horas engraçado. A forma como retratam a mulher moderna, sempre com um pé nos costumes antigos, é bastante interessante e demonstra que, apesar de independentes e endinheiradas, na verdade o que elas realmente querem é a felicidade, seja ela representada por um casamento, por um filho pequeno ou mesmo pelo vizinho ao lado. O filme fez um sucesso danado e, claro, uma seqüência era inevitável.

Mas uma vez, minha querida esposa me chamou para assistir no cinema Sex and the City, a seqüência, claro. As críticas dessa vez não eram muito favoráveis (o filme estreou antes do Brasil nos EUA). Na verdade, a crítica americana destroçou o filme. Como sou fanático por notícias de cinema e críticas (adoro o bonequinho do Globo e nunca concordo com ele!), li tudo o que foi possível sobre o filme e tentei avisar a minha esposa, mas ela não me deu ouvidos (claro, né?). Depois do estudo, fiquei com algumas perguntas na cabeça: "será que os críticos estão certos?", "será que o filme é tão ruim assim?".

E as respostas chegaram ao final da projeção: sim, o filme é uma merda.

Ao contrário de tudo que construíram no primeiro filme, neste, os roteiristas, que provavelmente não tinham mais nada de interessante pra contar, resolveram escrachar os costumes e caricaturar muito os personagens. Tudo no filme é exagerado: das roupas usadas pelo quarteto à futilidade padrão das mesmas (que antes era sutil). As subtramas são rasas e não acrescentam em nada a história: Charlotte (Davis) não agüenta mais os filhos e Carrie está com problemas no casamento (a crise dos dois anos!?) com Big, que sugere uma "folga do casamento" por dois dias na semana. Samantha (Cattrall) e Miranda(Nixon) são apenas coadjuvantes e não dizem a que vieram. Isso tudo (!?) serve de desculpa para as quatro viajarem para um país árabe (!?), onde Samantha quer fechar um negócio e todas poderão ter as férias dos seus sonhos.

O elenco continua afiado e faz o que pode com um roteiro cheio de crateras e frases feitas que fazem qualquer um ruborizar de vergonha alheia. Os roteiristas resolveram criar um choque cultural das nova-iorquinas com os árabes afim de fazer comédia, o que não deu certo. Criaram um arco na história extremamente desnecessário e ofensivo para aquele povo (a cena final, antes delas voltarem para os EUA, é absurda e mostra a ignorância do povo americano perante outras culturas). Além disso, o filme é repleto de cenas desnecessárias, como a babá dos seios saltitantes, o grupo de mulheres árabes que amam a moda e a participação mais desnecessária de todos os tempos: Liza Minelli cantando "Single Ladies" (medonho!!).

Ao final do filme, minha mulher se levantou e não disse nada. Mais tarde, ela criou coragem e deu o braço a torcer: "Fiquei decepcionada com esse filme.", disse ela. Eu não disse nada, apenas consenti. Afinal, dizer "eu te disse" para sua esposa não é uma coisa muito sensata.

2 comentários:

  1. Qdo vc me disse que a crítica estava detonando o filme pq ele era muito futil com pitadas de preconceito, respondi: "Amor, quem gosta de Sex and The City gosta de futilidade! Tenho certeza q vou amar!".
    Pois bem... Não foi bem isso. Foi futil demais, preconceituoso demais e sem uma estória de verdade, que prendesse a atenção, que emocionasse, como foi o primeiro, q apesar de ter mil futilidades, foi lindo!
    Fiquei decepcionada mesmo! O filme 2 podia mais e todas as fãs da série sabem disso. Uma pena...

    Vc esqueceu de mencionar que a Penélope Cruz apareceu como mera figurante (!), com umas 2 frases apenas! Pra q?

    E dentre as partes patéticas, a babá de peitos saltitantes e camiseta molhada e depois ainda homossexual e a cena da Samantha quase comendo o cara vivo na tenda, foram as piores e completamente desnecessárias.

    Pelo visto não teremos um 3º...

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