quarta-feira, 28 de julho de 2010

Esquadrão Classe A (EUA - 2010)

Sinopse: Uma equipe de oficiais militares renegados assume várias operações sigilosas enquanto tenta se manter à frente de seus perseguidores: o exército americano.

Elenco: Liam Neeson, Jessica Biel, Patrick Wilson, Bradley Cooper, The Game, Quinton 'Rampage' Jackson, Sharlto Copley, Dwight Schultz

Direção: Joe Carnahan

Roteiro: Skip Woods

Eu acho que nunca assisti um episódio sequer de Esquadrão Classe A. Claro que eu lembro do BA, acho que todo mundo lembra, mas não me lembro de nada do seriado. Quando eu li num site de cinema que o Joe Carnahan tinha sido contratado para comandar o filme, eu pensei: "pô, o cara é de um cinema mais realista, então deve fazer um filme maneiro". Quando assisti o primeiro trailer eu mudei de idéia. Um avião explodindo, um tanque de guerra flutuando com para-quedas e o Bradley Cooper atirando em outros aviões em pleno ar não era bem o tipo de realidade que eu imaginava. Por causa disso não estava levando muita fé no filme, já que provavelmente seria mais um filminho de ação idiota do verão americano. E eu não estava errado.

A história do filme é um fiapo: alguém no oriente médio (óóóóóó!) tem umas placas pra fazer dólar e os heróis tem que recuperar essas placas antes que seja tarde demais (óóóóóóóó!). No final da missão tudo dá errado e eles são acusados e condenados por um crime que não cometeram. E só.

Graças a Deus, Joe Carnahan não é um diretor qualquer que, com um material fraco desse, faria um filminho qualquer para arrecadar uma grana. O filme é idiota? É! A história é fraca? É, muito! É muito mentiroso? Claro que sim! Mesmo assim, acho que nunca me diverti tanto assistindo um filme.

Explico: o diretor simplesmente contratou o melhor elenco que ele pôde e esse elenco carrega o filme inteiro nas costas. Liam Neeson, que faz o Coronel John Hannibal (não o canibal!), como eu disse na crítica do Fúria de Titãs, continua sendo o cara. Ele é foda e dispensa comentários. Bradley Cooper faz o tipo garanhão feijão com arroz, mas está bem no filme também como Tenente "Cara-de-pau" Peck, bem engraçado. Já Quinton "Rampage" Jackson foi uma grata surpresa como BA (que quer dizer Bad Attitude, pra quem não sabe). Ele protagoniza algumas das cenas mais hilárias do filme, principalmente por ter adquirido medo de voar. Agora, quem rouba a cena do filme é Sharlto Copley. Ele já tinha provado seu talento em Distrito 9 (um dos melhores filmes da década), mas nesse filme ele está demais como o completamente insano Murdock, o piloto da equipe. O cara é louco de pedra e isso é provado nos primeiros instantes que ele aparece. As cenas dele com BA são impagáveis e valem todo o filme. Não estou exagerando, é sério! O resto do elenco está recebendo o salário e atuando no automático (Jessica Biel até que engana como uma oficial durona).

Contando com algumas cenas inspiradas (a cena do cinema 3D é pra matar qualquer um de tanto rir), o filme tem ótimas cenas de ação e prende sua atenção até fim. Aliás, o final é bem interessante para esse tipo de filme que normalmente possui um final mais água com açúcar.

Acho que todos que gostam de filmes estilo Duro de Matar gostarão desse filme. É o típico filme que você não dá nada e acaba gostando. É bom ser contrariado de vez em quando.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fúria de Titãs (EUA - 2010)

Sinopse: A trama segue Perseus, um deus criado como homem que precisa proteger a sua família de Hades, um perigoso vilão do submundo. Sem nada a perder, Perseus se une a voluntários e dá início a uma guerra contra Hades, antes que ele tome o poder de Zeus e a acabe com a Terra. Durante a jornada, Perseus precisa combater demônios e feras. O único jeito de Perseus sobreviver será ele aceitar que é um deus e decidir como será o seu próprio destino.

Elenco: Liam Neeson (Zeus), Sam Worthington (Perseus), Gemma Arterton (Io), Mads Mikkelsen (Draco), Ralph Fiennes (Hades), Danny Huston (Poseidon), Alexa Davalos (Andrômeda)

Direção: Louis Leterrier

Roteiro: Lawrence Kasdan

Ontem eu convidei a minha digníssima para assistir o filme em questão. Não disse o nome em momento algum, apesar da insistência dela em saber pelo menos do que se tratava. O filme começou e ela continuou perguntando que filme era aquele e eu continuei não dizendo. Até que em determinado momento, surgiram os deuses do olimpo e o nome Perseu. Aí veio a pergunta: “Isso é uma continuação daquele filme do menino?”. Eu disse: “Não, não é Percy Jackson.”. Nesse momento, ela voltou para o seu IPhone e continuou twitando enquanto o filme seguia sua introdução. Ela virou pra mim mais uma vez e disse: “Isso não parece filme de domingo à noite”.

O filme começa meio morno, mas logo em seguida a primeira aparição de Hades é bem interessante, principalmente as asas sombrias de fumaça negra. Bem legal. Aliás, o design dos monstros e deuses eu achei bem interessante, seguindo um pouco o do filme original (principalmente Zeus) e criando outros bem legais, como a Medusa (apesar de um pouco superficial) e o Kraken (este aparece pouco, mas de forma eficiente).

Sobre o elenco, não tenho como não elogiar Liam Neeson. Acho que não importa o filme que ele faça, ele é o cara e é o melhor do filme (apesar de aparecer pouco). Outro que eu adoro é o Ralph Fiennes, mas infelizmente não gostei da sua caracterização como Hades. Achei ruim e em momento algum associei o olhar estranho e a voz rouca à sua fraqueza. Uma pena.

Já Sam Worthington deve estar treinando para ser o próximo Batman, já que parece ter dificuldades em falar sem forçar a garganta. Não que eu não goste dele, acho até um ator competente, mas não me agradou muito também. Não é nada que comprometa o filme, mas podia ser melhor.

Os efeitos especiais estão ótimos. O que mais me impressionou foi o Pégasus e suas asas. Achei muito bem-feito e em momento algum você acha que aquele animal não é de verdade. As bruxas, o barco da morte, a ambientação do mundo inferior, foram todos acertos e passam bem o que pretendiam.

O diretor Louis Leterrier faz o que pode com um roteiro cheio de buracos maiores que a cratera que tem na rua lá perto de casa e entrega uma aventura limpa e eficiente. Poderia ser um pouco mais violenta por se tratar de deuses e monstros impiedosos, mas acho que o intuito era fazer algo mais leve para que rendesse mais nas bilheterias.

Ao final do filme, minha mulher finalmente largou o IPhone e se virou pra mim, dizendo: “O que vamos comer agora?”. Isso mostra que realmente esse não era um filme para domingo à noite e sim para uma Sessão da Tarde.

domingo, 25 de julho de 2010

Lua Nova (EUA - 2009)

Sinopse: Bella Swan está devastado com a partida repentina de seu namorado, Edward Cullen, após um incidente durante sua festa de aniversário. Mas seu espírito é reanimado pela crescente amizade com Jacob Black. De repente, ele se vê atraída pelo mundo dos lobisomens, inimigos ancestrais dos vampiros, e vê sua lealdade e sua verdadeira paixão, sendo testada.

Elenco: Taylor Lautner (Jacob Black), Robert Pattinson (Edward Cullen), Rachelle Lefevre (Victoria), Nikki Reed (Rosalie Hale), Kristen Stewart (Bella Swan), Dakota Fanning (Jane)

Direção: Chris Weitz

Não sei nem por onde começar. Acho que eu nunca assisti um filme tão ruim na vida! Tudo no filme é horrível, desde o elenco até a edição do filme. Juro que vou tentar descrever alguma coisa, mas logo vou avisando: fuja desse filme o quanto você puder!

O filme é a sequência do também horroroso Crepúsculo, mas aqui a coisa é bem pior. Começa-se com o clichê do sonho prevendo o futuro... nossa que original. Bella agora está namorando com o "sujeito que tem purpurina no corpo" e tudo anda muito bem e todo mundo feliz, até que um dos vampiros da família do defunto tenta atacar a garota sem expressão (Kristen Stewart) depois de um corte no dedo. Bom, um corte no dedo foi a desculpa para a Vera Verão (Pattinson) fugir pra sempre deixando a coitada em frangalhos que acaba caindo nos braços do índio-lobo-gigante-bombado Jacob (Lautner). E só. Esse fiapo de trama dura 2h10min!!!! Inexplicável.

O elenco podia dar as mãos e pular juntos no precipício. Robert Pattinson passa a maior parte do filme fora de cena (o que é um ponto positivo) e aparece apenas como um Gasparzinho às vezes. Ele é péssimo e alguém deveria falar isso pra ele. Kiristen Stewart parece mais morta do que os próprios vampiros. A boca sempre fechada pra falar e ainda tem uns trimiliques muito estranhos. Eu queira vê-la em algum outro filme pra saber se ela realmente sabe atuar, pois nesse filme fica difícil saber alguma coisa sobre as suas capacidades artísticas. Taylor Lautner até tenta ser o melhorzinho, mas quando ele fica nervoso parece que vai levantar e virar uma pomba-gira. A Dakota Fanning só aparece pra mostrar que tem olhos vermelhos e mais nada, na ponta mais ridícula que o cinema presenciou nos últimos anos e Michael Sheen até tenta, mas o resto do elenco já arruinou tudo, então não faz muita diferença.

Sobre o diretor, eu até gosto de seus filmes anteriores, mas depois que tentou amenizar as coisas com A Bússola de Ouro (eu ainda mato o sujeito que trocou o nome da merda do filme!!), deve ter perdido o rumo. Também não dá pra fazer um milagre com a história né? De qualquer forma, ele fez escolhas infelizes, principalmente no design das criaturas. Os lobos são horrendos.

Bom, acho que é isso. Não tenho mais nada pra comentar. Na verdade, eu queria muito esquecer esse filme, mas não consigo. Fiquei traumatizado com a experiência.

sábado, 24 de julho de 2010

Os Homens que não Amavam as Mulheres (Suécia - 2009)

Sinopse: Harriet Vanger desapareceu 36 anos atrás sem deixar pistas na ilha de Hedeby, um local que é quase propriedade exclusiva da poderosa família Vanger. Apesar da longa investigação policial a jovem de 16 anos nunca foi encontrada. Mesmo depois de tanto tempo seu tio decide continuar as buscas, contratando o jornalista investigativo da revista Millennium, Mikael Blomkvist, que não está em um bom momento de sua vida, enfrenta um processo por calúnia e difamação. Mas, quando o jornalista se junta a Lisbeth Salander, uma investigadora particular nada usual, incontrolável e anti social, a investigação avança muito além do que todos poderiam imaginar.

Elenco: Michael Nyqvist (Mikael Blomkvist), Noomi Rapace (Lisbeth Salander), Peter Haber (Martin Vanger), Lena Endre (Erika Berger), Sven-Bertil Taube (Henrik Vanger)

Primeira crítica do blog, tinha que começar bem, né?

Primeiro uma história sobre a minha relação com os livros de Stieg Larsson:

Ano passado, meu pai me apresentou uma trilogia que, pela capa, já chamava atenção. Os nomes não eram muito convidativos, mas os comentários na internet falavam maravilhas sobre a trilogia Milennium. Tinha uma série de livros pendentes para ler e este deveria entrar no final da fila, mas, por insistência do meu querido pai, resolvi começar a ler o tão comentado "Os homens que não amavam as mulheres". Por incrível que possa parecer, o texto não me chamou a atenção e não consegui ler nem 10 páginas. A leitura simplesmente não fluía, era travada, esquisita. Ou seja, resolvi dar um tempo e não li mais o livro.

Sabem qual era a minha vontade de assistir ao filme? Acredito que quase zero. Sendo assim, antes de assistir ao filme, resolvi dar uma chance a mais para o livro. Voltei na casa do meu pai e peguei o livro novamente que seria lido durante as minhas intermináveis viagens entre o trabalho e casa. E não é que o bicho era bom mesmo? Parei na página 100 do livro e fui assistir ao filme (claro que vou voltar a ler o livro, até porque quero mais detalhes sobre algumas partes do filme).

Eu acho que posso resumir a crítica desse filme em uma palavra: maravilhoso!

Alguns pontos importantes sobre o filme:
  1. Ele é Sueco, ou seja, é falado em sueco (dã!). Sério, pra quem não está acostumado com a língua e sempre assiste filmes em inglês, é um pouco difícil de acompanhar no início, mas nada demais, só um incomodo no início mesmo.
  2. É um filme forte. Tem algumas cenas bem chocantes e pesadas.
  3. É um filme relativamente longo (não é um Titanic), mas passa tão rápido que você nem percebe.
Se você não ligar para nenhum dos 3 pontos acima, você assistirá um dos melhores filmes que vi nesse ano!

Primeiro queria falar, antes de mais nada, sobre a fotografia do filme. Gente, que filme bonito! A iluminação, os quadros utilizados, tudo funciona perfeitamente bem. Até procurei saber os nomes dos sujeitos que fizeram a fotografia: Jens Fischer e Eric Kress. Os caras tem que montar um cursinho em Hollywood pra ver se o povo de lá aprende alguma coisa boa!

Sobre o elenco, o destaque fica para Noomi Rapace, que interpreta a Lisbeth Salander. A complexidade do personagem é imensa e a garota (ou mulher pra quem preferir) tira de letra. Nas cenas mais fortes então, ela mostra um domínio perfeito. Ela consegue fazer o espectador se importar tanto, que dá vontade de entrar na TV e socar a cara de qualquer sujeito que mexer com ela, principalmente aquele curador maldito!! Fiquei com tanto nojo daquele sujeito e acho que o sentimento será mútuo para qualquer um que assistir ao filme. Sem mais, nota 10 pra ela.

O resto do elenco cumpre bem o seu papel, principalmente o Micahel Niqvist, que interpreta o personagem principal do filme Mikael Blomkvist, e, apesar de horroroso e cheio de broca na cara, tem uma boa química com a Noomi o que garante uma boa dupla na tela.

O diretor Niels Arden Oplev segura bem a onda e exibe uma violência extrema sem ser gratuita. Suas escolhas foram todas corretas e o filme flui até o final que, infelizmente, não achei muito surpreendente. Acho que ele pecou apenas em tentar explicar um monte de coisas no final do filme (me lembrou o Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei), mas nada que comprometa a qualidade do filme. Além disso, ele conseguiu um feito inédito no cinema Sueco: fazer com que um filme feito naquela terra rendesse mais de 100 milhões de dólares no mundo inteiro. Acredito que apenas o apelo de um livro não se faz suficiente para tamanho sucesso. A qualidade da obra é fundamental e, nesse caso, ele conseguiu com sobras.

O Segundo filme já estreou Suécia e há pouco nos EUA. Espero que chegue logo aqui!


Obs.: David Fincher (Seven) foi contratado para dirigir o remake americano do filme. Será que ele conseguirá fazer um filme mais denso do que este?

O Início

Olá!

Há muito tempo atrás eu criei um blog (não me pergunte em qual site porque eu não me lembro) para falar sobre filmes. Havia um tempo que eu estava pensando em voltar a escrever sobre os filmes que eu vejo. Seria uma forma de me expressar quanto à experiência vivida (profundo isso, não??) e mostrar um lado mais popular sobre uma crítica de cinema.

Definir um bom filme é algo muito relativo, pois o que é bom pra mim, pode ser ruim para um crítico de cinema e pode ser mediano para uma outra pessoa qualquer. Para os críticos, quase todos os filmes são ruins, principalmente os vindos de Hollywood.

A idéia aqui é apresentar algo básico e a minha opinião sobre filmes, sejam eles vistos no cinema, em casa ou em qualquer outro lugar. Se vocês concordarem, ótimo! Se não concordarem, deixem recados mal-criados (podem xingar a vontade!!).

Bom, é isso. Espero que gostem!

Abraços e bons filmes!

Eduardo