domingo, 15 de agosto de 2010

Um Sonho Possível (EUA - 2009)

Sinopse: Família rica do subúrbio acolhe um jovem sem-teto que acaba virando um astro do futebol.

Elenco: Kim Dickens (Srta Boswell), Sandra Bullock, Kathy Bates, Tim McGraw (Sean Tuohy), Lily Collins (Collins), Quinton Aaron (Michael Oher)

Direção: John Lee Hancock

Roteiro: John Lee Hancock

Resolvi, há algum tempo, utilizar o meu longínquo trajeto Casa x Trabalho x Casa para colocar alguns filmes em dia. Utilizando um Ipod Touch usurpado da minha querida esposa, selecionei algumas películas para assistir. Dei preferência para algumas lacunas na minha vida cinematográfica, como esse The Blind Side que rendeu um Oscar de melhor atriz para Sandra Bullock.

Confesso que estava muito curioso, pois nunca achei a Sandra Bullock uma boa atriz. Na verdade, sempre a achei mediana, estrela caída, típica atriz engraçadinha de comédias românticas e outros filmes mais bobos. Um papel mais dramático ali e outro aqui, sempre intercalado com uma comédia boba, mas nada que chamasse muita atenção. Então, quando ouvi dizer que ela era a favorita para melhor atriz no ano passado, pensei: “Deve ser falta de opção da academia.”.

Para falar sobre esse filme, basta falar sobre os dois atores principais: Sandra Bullock e Quinton Aaron. Sandra Bullock está ótima (estou torcendo a língua!). Sua Leigh Anne Tuoh é apaixonante e a cada momento em que ela toma uma decisão importante, você torce ainda mais por ela. Bullock conseguiu construir um personagem rico e extremamente carismático, que demonstra a determinação de uma mulher forte e que nunca dá o braço a torcer, mesmo nos momentos mais emocionantes (isso fica muito claro no momento do abraço). Sandra dá um show e realmente ela mereceu o prêmio.

Agora nada disso seria possível sem um motivo maior e esse motivo é Quinton Aaron. Está na cara que Aaron não é um ator profissional logo no início da fita. Sua interpretação é simplória, típica de quem nunca atuou na vida. Isso poderia arruinar qualquer filme, mas não foi o caso. Ele é o coração do filme. Acredito que a grande empatia sentida pelo público se deve ao seu amadorismo, o que o torna mais real e dá vida ao filme, que, aliás, não tem nada demais e não passa de uma típica história de conto de fadas. A história do personagem também é cativante, apesar de batida: pobre, negro, mãe drogada, não muito inteligente... quem não torceria pelo sucesso de uma pessoa assim? Acho que só quem não tem coração!

Emocionante, cativante e piegas. Sim, o filme é piegas, mas também é fofo. Aliás, acho que essa palavra define bem o filme e foi essa palavra que deu o Oscar a Sandra Bullock. Fofo, não?

Um comentário:

  1. Eu AMEI esse filme, concordo com tudo o que vc disse, e impressiona como ela faz o sotaque texano com perfeição. Adorei e tb recomendo. =D

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