Sinopse: Dom Cobb é um experiente ladrão, capaz de penetrar no íntimo e infinito universo dos sonhos e, assim, roubar valiosos segredos dos subconscientes das pessoas enquanto elas estão dormindo. A rara habilidade de Cobb o tornou um invejável jogador neste universo de espionagem, ao mesmo tempo em que o transformou em um fugitivo internacional e lhe custou tudo o que ama.Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Hardy, Dileep Rao, Tom Berenger, Pete Postlethwaite, Marion Cotillard, Lukas Haas, Michael Caine.
Diretor: Christopher Nolan
“PQP!!!”, foi o que eu pensei quando os créditos de Inception apareceram na tela, junto com o famoso “acender das luzes”. Fiquei por um tempo olhando para a tela, pensando no que tinha acabado de assistir, na experiência que tinha acabado de ter. Tenso, dramático, perfeito. Como pode um filme mexer assim como uma pessoa? Um filme não é uma situação real, não representa a realidade. Mas o que é a realidade? Essa pergunta é o grande trunfo do roteiro.
O filme começa confuso e vai piorando. Lá pelas tantas você descobre que o Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é na verdade um ladrão de informações, um espião industrial, um sujeito que tenta roubar algo no momento em que a pessoa está mais vulnerável: durante o sono. É nos sonhos que ele busca essas informações, adentrando a mente do indivíduo, criando cenários em que o sujeito acredita estar vivendo. Sedativos fortes e uma máquina que nunca aparece direito fazem o sincronismo entre essas mentes e aí a criatividade de Nolan corre solta. Não posso dizer que não existem referências a outros filmes, inclusive aos jovens clássicos (Matrix é o mais óbvio), mas mesmo assim nunca vi tamanha originalidade numa narrativa. Tudo funciona bem: os cenários são magníficos, grandiosos e bem feitos; os efeitos especiais são maravilhosamente críveis; as explicações de como as coisas funcionam, as questões envolvidas, como um sonho influencia a vida da pessoa, como o tempo influencia nos níveis de sonho, tudo é satisfatório, tudo mesmo. Nolan faz um detalhamento quase doentio desse processo, praticamente científico. Informação é o que não falta e se você piscar já era (mais um ponto positivo). E o elenco... meu Deus, que elenco é esse?
Confesso que nunca gostei do Leonardo DiCaprio. Mesmo depois de velho, ele continua com cara de criança (acho que por isso que, em seus últimos filmes, insistem em colocar uma barba rala nele). Mesmo com esse “preconceito”, o cara está muito bem, principalmente quando tem que externar as dores do personagem (que é bastante obscuro por sinal). Ellen Page surpreende. Com um personagem que parece ser apenas marginal à história, ela acaba tomando conta do filme com uma atuação brilhante. Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt (perfeito!!) e Tom Hardy (não conhecia seu trabalho, mas já gostei desse cara) completam a equipe que invade a mente de Cillian Murphy (é um dos atores que mais gosto na atualidade). Michael Caine aparece muito pouco, o que é uma pena. Agora, quem rouba a cena e merece todos os créditos é mesmo Marion Cotillard. Gente, a mulher dá um show como a desequilibrada esposa de Leonardo DiCarpio.
Christopher Nolan merece todo o respeito. Seja construindo (ou desconstruindo) um ícone dos quadrinhos (O Cavaleiro das Trevas figura como um dos melhores da minha lista de filmes favoritos) ou criando histórias completamente novas, ele demonstra um domínio total sobre o material que dispõe. A montagem é espetacular e não há como não arrancar o braço da poltrona na cena do sincronismo do “chute”. Posso dizer que os filmes de Nolan não são meros filmes, mas sim experiências magníficas. Considero-o, sem sombra de dúvidas, um dos melhores diretores da atualidade (ao lado de David Fincher e Peter Jackson).
Fazia tempo que não saía do cinema absorto em pensamentos. Será que existe a Realidade? Será que não estamos todos sonhando? Será que valeria a pena criar um mundo perfeito e viver o resto da vida nele? Isso não seria real e satisfatório o suficiente? São perguntas assim que passaram pela minha cabeça, perguntas filosóficas, perguntas sem respostas.
Às vezes me pego olhando para o nada e pensando “PQP!”. Esse é o poder de Christopher Nolan, o novo ilusionista de Hollywood.





Concordo com vc, o filme é sensacional, o elenco perfeito, muito muito bom!! Recomendo a todos tb viver essa experiência que é "Inception" (A Origem).
ResponderExcluirParabens pelo seu trabalho, muito bom o filme e o elenco entao nem se fala...ameiii!!!!!
ResponderExcluirEu gostei muito do filme, embora tenha achado algumas coisas mal (ou não) explicadas. Como a tal máquina e algumas cenas de luta (como um cara metralha uma van e não acerta ninguém?).
ResponderExcluirEu acho que esse filme deveria ser uma minisérie (ou mini-série??). srsr O problema seria perder a graça como foi com Matrix.
É isso. Recomendo, mas desde que a pessoa vá disposta a não piscar por 2 horas e meia, senão corre o risco de não entender nada. :)
CARACA...to adorando seu blog, Eduardo!! Textos inteligentes e muito bem escritos...a criatividade corre nas veias na familia Martins, ne naum?!?! rsrs
ResponderExcluirCongratulations! Saude e sucesso pra vc! beijos
Rejane