
Sinopse: Harriet Vanger desapareceu 36 anos atrás sem deixar pistas na ilha de Hedeby, um local que é quase propriedade exclusiva da poderosa família Vanger. Apesar da longa investigação policial a jovem de 16 anos nunca foi encontrada. Mesmo depois de tanto tempo seu tio decide continuar as buscas, contratando o jornalista investigativo da revista Millennium, Mikael Blomkvist, que não está em um bom momento de sua vida, enfrenta um processo por calúnia e difamação. Mas, quando o jornalista se junta a Lisbeth Salander, uma investigadora particular nada usual, incontrolável e anti social, a investigação avança muito além do que todos poderiam imaginar.
Elenco: Michael Nyqvist (Mikael Blomkvist), Noomi Rapace (Lisbeth Salander), Peter Haber (Martin Vanger), Lena Endre (Erika Berger), Sven-Bertil Taube (Henrik Vanger)
Primeira crítica do blog, tinha que começar bem, né?
Primeiro uma história sobre a minha relação com os livros de Stieg Larsson:
Ano passado, meu pai me apresentou uma trilogia que, pela capa, já chamava atenção. Os nomes não eram muito convidativos, mas os comentários na internet falavam maravilhas sobre a trilogia Milennium. Tinha uma série de livros pendentes para ler e este deveria entrar no final da fila, mas, por insistência do meu querido pai, resolvi começar a ler o tão comentado "Os homens que não amavam as mulheres". Por incrível que possa parecer, o texto não me chamou a atenção e não consegui ler nem 10 páginas. A leitura simplesmente não fluía, era travada, esquisita. Ou seja, resolvi dar um tempo e não li mais o livro.
Sabem qual era a minha vontade de assistir ao filme? Acredito que quase zero. Sendo assim, antes de assistir ao filme, resolvi dar uma chance a mais para o livro. Voltei na casa do meu pai e peguei o livro novamente que seria lido durante as minhas intermináveis viagens entre o trabalho e casa. E não é que o bicho era bom mesmo? Parei na página 100 do livro e fui assistir ao filme (claro que vou voltar a ler o livro, até porque quero mais detalhes sobre algumas partes do filme).
Eu acho que posso resumir a crítica desse filme em uma palavra: maravilhoso!
Alguns pontos importantes sobre o filme:
- Ele é Sueco, ou seja, é falado em sueco (dã!). Sério, pra quem não está acostumado com a língua e sempre assiste filmes em inglês, é um pouco difícil de acompanhar no início, mas nada demais, só um incomodo no início mesmo.
- É um filme forte. Tem algumas cenas bem chocantes e pesadas.
- É um filme relativamente longo (não é um Titanic), mas passa tão rápido que você nem percebe.
Se você não ligar para nenhum dos 3 pontos acima, você assistirá um dos melhores filmes que vi nesse ano!
Primeiro queria falar, antes de mais nada, sobre a fotografia do filme. Gente, que filme bonito! A iluminação, os quadros utilizados, tudo funciona perfeitamente bem. Até procurei saber os nomes dos sujeitos que fizeram a fotografia: Jens Fischer e Eric Kress. Os caras tem que montar um cursinho em Hollywood pra ver se o povo de lá aprende alguma coisa boa!
Sobre o elenco, o destaque fica para Noomi Rapace, que interpreta a Lisbeth Salander. A complexidade do personagem é imensa e a garota (ou mulher pra quem preferir) tira de letra. Nas cenas mais fortes então, ela mostra um domínio perfeito. Ela consegue fazer o espectador se importar tanto, que dá vontade de entrar na TV e socar a cara de qualquer sujeito que mexer com ela, principalmente aquele curador maldito!! Fiquei com tanto nojo daquele sujeito e acho que o sentimento será mútuo para qualquer um que assistir ao filme. Sem mais, nota 10 pra ela.
O resto do elenco cumpre bem o seu papel, principalmente o Micahel Niqvist, que interpreta o personagem principal do filme Mikael Blomkvist, e, apesar de horroroso e cheio de broca na cara, tem uma boa química com a Noomi o que garante uma boa dupla na tela.
O diretor Niels Arden Oplev segura bem a onda e exibe uma violência extrema sem ser gratuita. Suas escolhas foram todas corretas e o filme flui até o final que, infelizmente, não achei muito surpreendente. Acho que ele pecou apenas em tentar explicar um monte de coisas no final do filme (me lembrou o Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei), mas nada que comprometa a qualidade do filme. Além disso, ele conseguiu um feito inédito no cinema Sueco: fazer com que um filme feito naquela terra rendesse mais de 100 milhões de dólares no mundo inteiro. Acredito que apenas o apelo de um livro não se faz suficiente para tamanho sucesso. A qualidade da obra é fundamental e, nesse caso, ele conseguiu com sobras.
O Segundo filme já estreou Suécia e há pouco nos EUA. Espero que chegue logo aqui!





Obs.: David Fincher (Seven) foi contratado para dirigir o remake americano do filme. Será que ele conseguirá fazer um filme mais denso do que este?
Um dos melhores filmes que vi ultimamente. Deu até vontade de ler aquele livro de 500 e tantas paginas ;-) E olha q pra me dar vontade de ler um livro e com tantas páginas assim, tem q ser um filme muito, mas muito bom mesmo! rsrr
ResponderExcluirNossa... fiquei até curiosa. Verei neste fds!!! Bjssss
ResponderExcluir