sábado, 24 de julho de 2010

Os Homens que não Amavam as Mulheres (Suécia - 2009)

Sinopse: Harriet Vanger desapareceu 36 anos atrás sem deixar pistas na ilha de Hedeby, um local que é quase propriedade exclusiva da poderosa família Vanger. Apesar da longa investigação policial a jovem de 16 anos nunca foi encontrada. Mesmo depois de tanto tempo seu tio decide continuar as buscas, contratando o jornalista investigativo da revista Millennium, Mikael Blomkvist, que não está em um bom momento de sua vida, enfrenta um processo por calúnia e difamação. Mas, quando o jornalista se junta a Lisbeth Salander, uma investigadora particular nada usual, incontrolável e anti social, a investigação avança muito além do que todos poderiam imaginar.

Elenco: Michael Nyqvist (Mikael Blomkvist), Noomi Rapace (Lisbeth Salander), Peter Haber (Martin Vanger), Lena Endre (Erika Berger), Sven-Bertil Taube (Henrik Vanger)

Primeira crítica do blog, tinha que começar bem, né?

Primeiro uma história sobre a minha relação com os livros de Stieg Larsson:

Ano passado, meu pai me apresentou uma trilogia que, pela capa, já chamava atenção. Os nomes não eram muito convidativos, mas os comentários na internet falavam maravilhas sobre a trilogia Milennium. Tinha uma série de livros pendentes para ler e este deveria entrar no final da fila, mas, por insistência do meu querido pai, resolvi começar a ler o tão comentado "Os homens que não amavam as mulheres". Por incrível que possa parecer, o texto não me chamou a atenção e não consegui ler nem 10 páginas. A leitura simplesmente não fluía, era travada, esquisita. Ou seja, resolvi dar um tempo e não li mais o livro.

Sabem qual era a minha vontade de assistir ao filme? Acredito que quase zero. Sendo assim, antes de assistir ao filme, resolvi dar uma chance a mais para o livro. Voltei na casa do meu pai e peguei o livro novamente que seria lido durante as minhas intermináveis viagens entre o trabalho e casa. E não é que o bicho era bom mesmo? Parei na página 100 do livro e fui assistir ao filme (claro que vou voltar a ler o livro, até porque quero mais detalhes sobre algumas partes do filme).

Eu acho que posso resumir a crítica desse filme em uma palavra: maravilhoso!

Alguns pontos importantes sobre o filme:
  1. Ele é Sueco, ou seja, é falado em sueco (dã!). Sério, pra quem não está acostumado com a língua e sempre assiste filmes em inglês, é um pouco difícil de acompanhar no início, mas nada demais, só um incomodo no início mesmo.
  2. É um filme forte. Tem algumas cenas bem chocantes e pesadas.
  3. É um filme relativamente longo (não é um Titanic), mas passa tão rápido que você nem percebe.
Se você não ligar para nenhum dos 3 pontos acima, você assistirá um dos melhores filmes que vi nesse ano!

Primeiro queria falar, antes de mais nada, sobre a fotografia do filme. Gente, que filme bonito! A iluminação, os quadros utilizados, tudo funciona perfeitamente bem. Até procurei saber os nomes dos sujeitos que fizeram a fotografia: Jens Fischer e Eric Kress. Os caras tem que montar um cursinho em Hollywood pra ver se o povo de lá aprende alguma coisa boa!

Sobre o elenco, o destaque fica para Noomi Rapace, que interpreta a Lisbeth Salander. A complexidade do personagem é imensa e a garota (ou mulher pra quem preferir) tira de letra. Nas cenas mais fortes então, ela mostra um domínio perfeito. Ela consegue fazer o espectador se importar tanto, que dá vontade de entrar na TV e socar a cara de qualquer sujeito que mexer com ela, principalmente aquele curador maldito!! Fiquei com tanto nojo daquele sujeito e acho que o sentimento será mútuo para qualquer um que assistir ao filme. Sem mais, nota 10 pra ela.

O resto do elenco cumpre bem o seu papel, principalmente o Micahel Niqvist, que interpreta o personagem principal do filme Mikael Blomkvist, e, apesar de horroroso e cheio de broca na cara, tem uma boa química com a Noomi o que garante uma boa dupla na tela.

O diretor Niels Arden Oplev segura bem a onda e exibe uma violência extrema sem ser gratuita. Suas escolhas foram todas corretas e o filme flui até o final que, infelizmente, não achei muito surpreendente. Acho que ele pecou apenas em tentar explicar um monte de coisas no final do filme (me lembrou o Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei), mas nada que comprometa a qualidade do filme. Além disso, ele conseguiu um feito inédito no cinema Sueco: fazer com que um filme feito naquela terra rendesse mais de 100 milhões de dólares no mundo inteiro. Acredito que apenas o apelo de um livro não se faz suficiente para tamanho sucesso. A qualidade da obra é fundamental e, nesse caso, ele conseguiu com sobras.

O Segundo filme já estreou Suécia e há pouco nos EUA. Espero que chegue logo aqui!


Obs.: David Fincher (Seven) foi contratado para dirigir o remake americano do filme. Será que ele conseguirá fazer um filme mais denso do que este?

2 comentários:

  1. Um dos melhores filmes que vi ultimamente. Deu até vontade de ler aquele livro de 500 e tantas paginas ;-) E olha q pra me dar vontade de ler um livro e com tantas páginas assim, tem q ser um filme muito, mas muito bom mesmo! rsrr

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  2. Nossa... fiquei até curiosa. Verei neste fds!!! Bjssss

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